Serpentes marinhas bebem água doce

Foto: Daniel Botelho

A serpente marinha é considerada uma das serpentes mais peçonhentas do mundo. Apesar de muito peçonhentas são pouco agressivas e dificilmente atacam. Sua peçonha tem ação miotóxica e é usada exclusivamente para atacar sua presa, causando insuficiência renal aguda. Uma única gota de sua peçonha pode matar 3 pessoas. A Enhydrina schistosa possui uma das peçonhas mais mortíferas entre todas as serpentes conhecidas. A serpente-verde-oliva, numa só picada, injeta peçonha suficiente para matar 60 pessoas.

Beber água do mar é extremamente complicado: em vez de aliviar a sede, piora!

Mas as criaturas marinhas são supostamente resistente a ela.

Bem, parece que pelo menos algumas serpentes do mar precisam de água doce para sobreviver.

A necessidade de acesso a água potável pode explicar a distribuição irregular de certas serpentes ao longo das costas.

Muitos animais marinhos têm adaptações especiais para se livrar do excesso de sal do meio ambiente.As serpentes do mar têm uma glândula em suas línguas para esta finalidade.

Mas Harvey Lillywhite, um fisiologista ecológico da Universidade da Flórida, em Gainesville, começou a suspeitar que as glândulas não tinham essa finalidade. Ele manteve um tipo de serpente do mar continuamente em água oceânica. A partir daí observou alguns problemas com as cobras.

Então, Lillywhite e sua equipe fizeram mais experimentos com três espécies de cobras que vivem nas águas costeiras de ilhas ao largo de Taiwan, mas, no mínimo, vêm à terra para depositar seus ovos, geralmente em cavernas rochosas.

Duas das espécies também visitam a terra ocasionalmente.

Para seus experimentos, os pesquisadores mantiveram as serpentes para fora da água o tempo suficiente para permitir que elas desidratassem. Depois as colocaram em diferentes concentrações de água do mar.

Nenhuma bebeu a solução com 50% ou mais de água salgada. Mas tomaram a solução de água doce com 25% água salgada, informou Lillywhite.

“Os resultados ajudam a explicar a demografia destas cobras de Taiwan”, diz Lillywhite.

“Eles tendem a ser mais abundante ao longo da costa, onde há nascentes ou outras fontes de água fresca por perto.

Além disso, existem mais espécies de serpentes do mar em áreas com maiores médias de chuvas anuais “, observa Lillywhite.

No mar calmo, as camadas finas de chuva flutuam em cima da água salgada, fornecendo suprimentos de água doce para as serpentes do mar.

É uma “grande descoberta”, diz Harold Heatwole, ecologista da North Carolina State University em Raleigh.

“Ele mostra muito claramente que as cobras marinhas tem que ter acesso à água potável”, diz o fisiologista Lisa Harzard da Montclair State University, em Upper Montclair, New Jersey.

Fonte: http://news.softpedia.com/news/Sea-Snakes-Must-Drink-Fresh-Water-43770.shtml

http://aquabr.com.br/galeria-de-fotos/daniel-botelho-serpentes-marinhas_27#foto=1

O Mar e a Mitologia

O Oceano

Para os antigos o Oceano primitivamente é um rio imenso que envolve o mundo terrestre. Na Mitologia é o primeiro deus das águas, filho de Urano ou do Céu e de Gaia, a Terra; é o pai de todos os seres. Homero diz que os deuses eram originários do Oceano e de Tétis. Conta o mesmo poeta que os deuses iam muitas vezes à Etiópia visitar o Oceano e tomar parte nas festas e sacrifícios que ali se celebravam. Conta-se enfim que Juno, desde o seu nascimento, foi por sua mãe Réia confiada aos cuidados de Oceano e de Tétis, para livrá-la da cruel voracidade de Saturno.

O Oceano é pois tão antigo como o mundo. Por isso representam-no sob a forma de um velho, sentado sobre as ondas, com uma lança na mão e um monstro marinho ao seu lado. Esse velho segura uma urna e despeja água, símbolo do mar, dos rios e das fontes.   Como sacrifício ofereciam-lhe geralmente grandes vítimas, e antes das expedições difíceis, faziam-se-lhe libações. Era não somente venerado pelos homens, mas também pelos deuses.

Nas Geórgicas de Virgílio, a ninfa Cirene, ao palácio do Peneu, na fonte desse rio, oferece um sacrifício ao Oceano; três vezes seguidas, ela deita o vinho sobre o fogo do altar, e três vezes a chama ressalta até a abóbada do palácio, presságio tranqüilizador para a ninfa e seu filho Aristeu.

Tetis e as Oceânidas

Tetis, filha do Céu e da Terra, casou com o Oceano, seu irmão, e foi mãe de três mil ninfas chamadas Oceânidas. Dão-lhe ainda como filhos, não somente os rios e as fontes, mas também Proteu, Etra, mãe de Atlas, Persa, mãe de Circeu, etc. Conta-se que Júpiter, tendo sido amarrado e preso pelos outros deuses, Tetis pô-lo em liberdade, com auxílio do gigante Egeon.

Ela se chamava Tetis, palavra que em grego significa “ama, nutriz”, sem dúvida porque é a deusa da água, matéria-prima que, segundo uma crença antiga, entra na formação de todos os corpos.   O carro dessa deusa é uma concha de maravilhosa forma e de uma brancura de marfim nacarado. Quando percorre o seu império, esse carro, tirado por cavalos-marinhos mais brancos do que a neve, parece voar, à superfície das águas. Ao redor dela, os delfins, brincando, saltam no mar; Tetis é acompanhada pelos Tritões que tocam trombeta com as suas conchas recurvas, e pelas Oceânidas coroadas de flores, e cuja cabeleira esvoaça pelas espáduas, ao capricho dos ventos.

Tetis, deusa do mar, esposa de Oceano, não deve ser confundida com Tetis, filha de Nereu e mãe de Aquiles.

 

Netuno (Poseidon)  

Netuno ou Poseidon, filho de Saturno e de Réia, era irmão de Júpiter e de Plutão. Logo que nasceu, Réia o escondeu em um aprisco da Arcádia, e fez Saturno acreditar ter ela dado à luz a um potro que lhe deu para devorar. Na partilha que os três irmãos fizeram do Universo ele teve por quinhão o mar, as ilhas, e todas as ribeiras.   Quando Júpiter, seu irmão, a quem sempre serviu com toda a fidelidade, venceu os Titãs, seus terríveis competidores, Netuno encarcerou-os no Inferno, impedindo-os de tentar novas empresas. Ele os mantém por trás do recinto inexpugnável formado por suas ondas e rochedos.

Netuno governa o seu império com uma calma imperturbável. Do fundo do mar em que está sua tranqüila morada, sabe tudo quanto se passa na superfície das ondas. Se por acaso os ventos impetuosos espalham inconsideradamente as vagas sobre as praias, causando injustos naufrágios, Netuno aparece, e com a sua nobre serenidade faz reentrar as águas no seu leito, abre canais através dos baixios, levanta com o tridente os navios presos nos rochedos ou encalhados nos bancos de areia, – em uma palavra, restabelece toda a desordem das tempestades.

Netuno teve como mulher Anfitrite, filha de Doris e de Nereu. Essa ninfa recusara antes desposar Netuno, e se escondeu para esquivar-se às suas perseguições. Mas um delfim, encarregado dos interesses de Netuno, encontrou-a ao pé do monte Atlas, e persuadiu-a que devia aceitar o pedido do deus; como recompensa foi colocada entre os astros. De Netuno ela teve um filho chamado Tritão, e muitas ninfas marinhas; diz-se também que foi a mãe dos Ciclopes.

O ruído do mar, a sua profundidade misteriosa, o seu poder, a severidade de Netuno que abala o mundo, quando com o tridente ergue os enormes rochedos, inspiram à humanidade um sentimento mais de receio do que de simpatia e amor. O deus parecia dar por isso, todas as vezes que se apaixonava de uma divindade ou de um simples mortal. Recorria então à metamorfose; mas mesmo assim, na maior parte das vezes, conservava o seu caráter de força e impetuosidade.

Representam-no mudado em touro, nos seus amores com a filha de Éolo; sob a forma de rio Enipeu, quando fazia Ifiomédia mãe de Ifialto e de Oto; sob a de um carneiro, para seduzir Bisaltis, como cavalo para enganar Ceres, enfim, como um grande pássaro nos amores com Medusa, e como um delfim quando se apaixonou por Melanto.   A sua famosa discórdia com Minerva, por causa da posse de Ática, é uma alegoria transparente em que os doze grandes deuses, tomados como árbitros, indicam a Atenas os seus destinos. Esse deus teve ainda uma desavença com Juno por causa de Micenas e com o Sol por causa de Corinto.   Quer a fábula de Netuno, expulso do céu com Apolo, por haver conspirado contra Júpiter, tenha construído as muralhas de Tróia, e que defraudado no seu salário, se tenha vingado da perfídia de Laomedonte destruindo os muros da cidade.

Netuno era um dos deuses mais venerados na Grécia e na Itália, onde possuía grande número de templos, sobretudo nas vizinhanças do mar; tinha também as suas festas e os seus espetáculos solenes, sendo que os do istmo de Corinto e os do Circo de Roma eram-lhe especialmente consagrados sob o nome de Hípio.

Independente das Saturnais, festas que se celebravam no mês de julho, os romanos consagravam a Netuno todo o mês de fevereiro.   Perto do istmo de Corinto, Netuno e Anfitrite tinham as suas estátuas no mesmo templo, não longe uma da outra; a de Netuno era de bronze e media doze pés e meio de altura. Na ilha de Tenos, uma das Ciclades, tinha Anfitrite uma estátua colossal da altura de nove cúbitos. O deus do mar tinha sob a sua proteção os cavalos e os navegantes. Além das vítimas ordinárias e das libações em sua honra, os arúspices ofereciam-lhe particularmente o fel da vítima porque o amargor convinha às águas do mar.

Netuno é geralmente representado nu, com uma longa barba, e o tridente na mão, ora sentado, ora em pé sobre as ondas; muitas vezes; em um carro tirado por dois ou quatro cavalos, comuns ou marinhos, cuja parte inferior do corpo termina em cauda de peixe.

Proteu  

Proteu, deus marinho, era filho de Oceano e de Tetis ou, segundo uma outra tradição, de Netuno e de Fênice. Segundo os gregos, a sua pátria é Palene, cidade da Macedônia. Dois dos seus filhos, Tmolos e Telégono, eram gigantes, monstros de crueldade. Não tendo podido chamá-los ao sentimento da humanidade, tomou o partido de retirar-se para o Egito, com o socorro de Netuno, que lhe abriu uma passagem sob o mar. Também teve filhas, entre as quais as ninfas Eidotéia, que apareceu a Menelau, quando voltando de Tróia esse herói foi levado por ventos contrários aobre a costa do Egito, e lhe ensinou o que devia fazer para saber de Proteu os meios de regressar à pátria.

Proteu guardava os rebanhos de Netuno, isto é, grandes peixes e focas. Para o recompensar dos trabalhos que com isso tinha. Netuno deu-lhe o conhecimento do passado, do presente e do futuro. Mas não era fácil abordá-lo, e ele se recusava a todos que vinham consultá-lo.   Eidotéia disse a Menelau que, para decidi-lo a falar, era preciso surpreendê-lo durante o sono, e amarrá-lo de maneira que não pudesse escapar, pois ele tomava todas as formas para espantar os que se aproximavam: a de leão, dragão, leopardo, javali; algumas vezes se metamorfoseava em árvore, em água e mesmo em fogo; mas se se perseverava em conservá-lo bem ligado, retomava a primitiva forma e respondia a todas as perguntas que se lhe fizessem.

Menelau seguiu ponto por ponto as instruções da ninfa. Com três dos seus companheiros, entrou de manhã, nas grutas em que Proteu costumava ir ao meio-dia descansar, juntamente com os rebanhos. Apenas Proteu fechou os olhos e tomou uma posição cômoda para dormir. Menelau e os seus três companheiros se atiraram sobre ele e o apertaram fortemente entre os braços. Era inútil metamorfosear-se: a cada forma que tomava, apertavam-no com mais força. Quando enfim esgotou todas as suas astúcias Proteu voltou à forma ordinária, e deu a Menelau os esclarecimentos que este pedia.

No quarto livro das Geórgicas, Virgílio, imitando Homero, conta que o pastor Aristeu, depois de haver perdido todas as suas abelhas, foi a conselho de Cirene, sua mãe, consultar Proteu sobre os meios de reparar os enxames, e para lhe falar, recorreu aos mesmos artifícios.

 

As Sereias  

 Quando, por uma noite calma de primavera ou de outono, o marinheiro deixa vogar docemente o barco perto das margens, nas paragens semeadas de rochedos ou de escolhos, ouve ao longe, no marulho das ondas, o gorjeio das aves marinhas. Esse gorjeio, entrecortado, às vezes, por gritos estridentes e zombeteiros, sobe aos ares e passa invisível com um estranho síbilo de asas, por cima da cabeça do marinheiro atento, dando-lhe a ilusão de um concerto de vozes humanas.

A sua imaginação então lhe representa grupos de mulheres ou de raparigas que se divertem e procuram desviá-lo do seu caminho. Desgraçado dele se se aproxima do lugar em que a voz parece mais clara, isto é, dos rochedos à flor d’água onde, para as aves marinhas, a pesca é frutuosa; infalivelmente o seu barco se quebrará e se perderá entre os escolhos.

Tal é, sem dúvida, a origem da fábula das Sereias; mas a imaginação dos poetas criou-lhes uma lenda maravilhosa.

Elas eram filhas do rio Aqueló e da musa Calíope. Ordinariamente contam-se três: Parténope, Leucósia e Lígea, nomes gregos que evocam as idéias de candura, de brancura e de harmonia. Outros dão-lhes os nomes de Aglaufone, Telxieme e Pisinoe, denominações que exprimem a doçura da sua voz e o encanto das suas palavras.

Conta-se que no tempo do rapto de Prosérpina, as Sereias foram à terra de Apolo, isto é, a Sicília, e que Ceres, para puni-las por não haverem socorrido a sua filha, mudou-as em aves.  

Ovídio, ao contrário, diz que as Sereias, desoladas com o rapto de Prosérpina, pediram aos deuses que lhes dessem asas para que fossem procurar a sua jovem companheira por toda a terra. Habitavam rochedos escarpados sobre as margens do mar, entre a ilha de Capri e a costa de Itália.

O oráculo predissera às Sereias que elas viveriam tanto tempo quanto pudessem deter os navegantes à sua passagem; mas desde que um só passasse sem para sempre ficar preso ao encanto das suas vozes e das suas palavras, elas morreriam. Por isso essas feiticeiras, sempre em vigília, não deixavam de deter pela sua harmonia todos os que chegavam perto delas e que cometiam a imprudência de escutar os seus cantos. Elas tão bem os encantavam e os seduziam que eles não pensavam mais no seu país, na sua família, em si mesmos; esqueciam de beber e de comer, e morriam por falta de alimento. A costa vizinha estava toda branca dos ossos daqueles que assim haviam perecido.

Entretanto, quando os Argonautas passaram nas suas paragens, elas fizeram vãos esforços para atraí-los. Orfeu, que estava embarcado no navio, tomou a sua lira e as encantou a tal ponto que elas emudeceram e atiraram os instrumentos ao mar.

Ulisses, obrigado a passar com o seu navio adiante das Sereias, mas advertido por Circe, tapou com cera as orelhas de todos os seus companheiros, e se fez amarrar, de pés e mãos, a um mastro. Além disso, proibiu que o desligassem se, por acaso, ouvindo a voz da Sereias, ele exprimisse o desejo de parar. Não foram inúteis essas precauções. Ulisses, mal ouviu as suas doces palavras e as suas promessas sedutoras, apesar do aviso que recebera e da certeza de morrer, deu ordem aos companheiros que o soltassem, o que felizmente eles não fizeram.

As Sereias, não tendo podido deter Ulisses, precipitaram-se no mar, e as pequenas ilhas rochosas que habitavam, defronte do promontório da Lucárnia foram chamadas Sirenusas.

As Sereias são representadas ora com cabeça de mulher e corpo de pássaro, ora com todo o busto feminino e a forma de ave, da cintura até os pés. Nas mãos têm instrumentos: uma empunha uma lira, outra duas flautas, e a terceira gaitas campestres ou um rolo de música, como para cantar. Também pintam-nas com um espelho.

Não há nem um autor antigo que nos tenha representado as Sereias como mulheres-peixe. Como muita gente atualmente as representam.

Pausânias conta ainda uma fábula sobre as Sereias: “As filhas de Aqueló, diz ele, encorajadas por Juno, pretenderam a glória de cantar melhor do que as Musas, e ousaram fazer-lhes um desafio, mas as Musas, tendo-as vencido, arrancaram-lhes as penas das asas, e com elas fizeram coroas.” Com efeito, existem antigos monumentos que representam as Musas com uma pena na cabeça. Apesar de temíveis ou perigosas, as Sereias não deixaram de participar das honras divinas; tinham um templo perto de Sorrento.

Fonte:  http://www.mundodosfilosofos.com.br/divindades.htm

Braçadas em alto mar

Que tal aproveitar as férias para aprender a nadar no mar? É relaxante e emagrece, mas só quem já sabe nadar na piscina − e muito bem − pode se arriscar. Se esse é o seu caso, umas braçadas no Atlântico só podem fazer bem.

“A diferença básica, naturalmente, é de paisagem”, ensina o professor de Educação Física Ítalo Saldanha. “Na piscina, o espaço é fechado, a água é branda e não há ondas. No mar, temos maré, correnteza e a densidade da água é menor, o que ajuda a boiar”.

A natação em águas abertas, ou “travessia, ficou tão popular que virou esporte pan-americano.

“Quem pratica a natação sabe o bem que faz. Iniciar ou terminar um dia com algumas braçadas. Em contato com a natureza, então, esses benefícios ficam ainda mais evidentes”, conta o triatleta Vinícius Santana.

A travessia é um esporte aeróbico, tão completo quanto a natação tradicional – porém, no oceano, há mais trabalho de resistência e consumo de gordura. A técnica também não é exatamente a mesma para as duas modalidades, embora haja mais semelhanças do que diferenças. Para nadar no estilo crawl, por exemplo, o atleta de piscina respira para o lado. “No mar, se você fizer respiração lateral, vai acabar engolindo água por causa das marolas”, avisa Ítalo. “O jeito é levantar a cabeça e olhar para a frente”.

O mar é traiçoeiro

O expediente também ajuda o nadador a se orientar. Como no mar não há raias e na maioria das vezes não dá para ver o chão, a solução é adotar um ponto de referência fora d’água para evitar o ziguezague. “É necessário algum tempo para aprender a nadar em linha reta. Uma dica é mirar uma pedra do outro lado da praia”, sugere Vinícius.

Outro detalhe: no mar não dá para pôr o pé no chão e nem para segurar na parede na hora do cansaço. Por isso, por mais expert que seja o nadador, ele jamais deve enfrentar uma travessia desacompanhado. Basta observar os atletas de alto rendimento: eles só nadam supervisionados por uma equipe, que inclui desde treinador até bote salva-vidas. “O mar é traiçoeiro”, alerta Ítalo Saldanha.

Confira abaixo dicas para praticar a travessia com segurança:

Procure uma praia tranqüila, com salva-vidas e nade apenas quando o mar estiver calmo.

Converse sobre as condições da praia e do mar para nadar.

Avise ao salva-vidas que você irá nadar.

Use uma touca de natação de cor forte, para que você seja visualizado facilmente.

Tenha cuidado com mau tempo.

Caminhe pela praia para visualizar bem marcos em terra (postos, por exemplo) e meça a distância que você irá percorrer.

Nadar sempre ao longo da praia e nunca em direção a alto mar.

Cuidado com cãibras e desidratação.

Evite horário de sol muito forte.

Use protetor solar. Faça um bom alongamento antes e depois de nadar e caminhe por uns 20 minutos para aquecer, antes de entrar no mar.

Entre devagar, molhando as partes do corpo lentamente.

Fonte: texto extraido do site: http://www.xenicare.com.br/pc/obesidade/xenicare/web/printMatch.asp?CAN=2&MAT=bracadas_maritimas

História do Kitesurf

Por Editoria em 14/02/2011

O kitesurf que é praticado hoje foi inventado por dois irmãos franceses: Bruno e Dominique Legaignoix. Os irmãos, que eram navegadores, surfistas e windsurfistas, desenvolveram uma pipa com câmaras de ar, em 1984. Uma vez infladas, o ar não escaparia delas, o que permitia que fossem erguidas novamente da água toda vez que caíssem, sem precisar de ajuda de terceiros.   A invenção dos irmãos Legaignoix foi patenteada e eles participaram de uma série de regatas internacionais de velocidade com esquis aquáticos para desenvolver o invento nos anos de 1985 e 1986.

Em 1993, as pipas, já então desenvolvidas, começam a ser vendidas.   Antes da invenção dos irmãos Legaignoix, o kitesurf já existia. A maioria das versões sobre o surgimento das pipas (em inglês, kites) aponta a China como seu lugar de origem, há mais de 2 mil anos. As pipas ajudavam a navegação de barcos e o transporte de materiais pesados de construção.   Por volta do ano 700, alguns missionários budistas teriam levado pipas ao Japão, que passaram a ser usadas com alguns propósitos militares e religiosos, já que seu barulho servia para intimidar inimigos e a altura que atingiam ajudava na observação de posições distantes.

Na Segunda Guerra Mundial, as pipas também foram usadas, dessa vez como mecanismo de defesa contra aviões. O explorador italiano Marco Pólo teria sido responsável por levar as pipas da Ásia para a Europa, em 1295.   O inglês George Peacock é considerado o pai da tração à pipa por ter inventado, em 1826, em Bristol, na Inglaterra, uma estrutura em que as pipas puxavam carroças a velocidades de até 20 km/h. Essa invenção foi patenteada, mas não evoluiu muito em quase 150 anos, a não ser pela experiência do americano Samuel Franklin Cody, um dos pioneiros da aviação, que navegou o canal da Mancha puxado por uma pipa.

Em 1964, Domina Jalbert, dos Estados Unidos, criou a primeira pipa que era inflada de ar. Na década de 70, alguns americanos começaram a usar pára-quedas para puxá-los sobre esquis aquáticos. O holandês Gijsbertus Panhuise, em 1977, conseguiu patentear um equipamento em que uma pessoa é puxada por um pára-quedas em uma prancha e, em 1978, um barco movido à pipa, desenvolvido pelo americano Ian Day, ultrapassa a velocidade de 40 km/h.

Foto de Nicolly Andrade
Na década de 80, algumas tentativas de combinar pipas com canoas, patins, patins de gelo, esquis, esquis aquáticos, entre outros, foram feitas. Uma delas foi a do suíço Andréas Kuhn, que levantava da água sobre uma prancha similar à de wakeboard impulsionado por um equipamento de parapente de aproximadamente 25 m². Ele foi o primeiro a saltar a grandes alturas com ventos fracos e foi mostrado pela TV européia.
Em 1998, em Maui, no Havaí, foi disputado o que foi chamado de 1º Campeonato Mundial, nas modalidades de longa distância, wave e slalom. Dos 24 competidores, apenas dois optaram pelo kiteski e o resto usou as pipas infláveis. O americano Marcus Flahs Austin foi o campeão na classificação geral, com a pipa inflável. Cory Roeseler, com seu kiteski, ficou em segundo.   O americano campeão mundial de windsurf, Robby Naish, foi o primeiro na categoria slalom e a windsurfista japonesa Tomoko Okazaki foi a campeã feminina, ambos usando a estrutura inflável. O brasileiro Maurício Abreu, também com a pipa inflável, terminou em sexto lugar.

No ano de 2000, foi criado o Kiteboard Pro World Tour, o primeiro Circuito Mundial de Kitesurf. O campeonato passou por países como Cabo Verde, República Dominicana, França e Rio de Janeiro. Na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Jasneiro, o francês Christopher Tasti e a neo-zelandesa Stephanie Gamble se tornaram os primeiros campeões mundiais. Os franceses Franz Olry e Anne Laure Pegon venceram a etapa do Rio.   Em 2001, no segundo ano do Kiteboard Pro World Tour, o Rio encerrou mais uma vez o circuito e ganhou o status de Campeonato Mundial feminino. Os atletas fundaram a Kiteboard World Association (KWA) e nesse ano também foi criada a Associação Brasileira de Kitesurf (ABK), que promoveu o 1º Desafio Brasileiro de Kitesurf, na cidade de Araruama, vendido por Marcelo Cunha e Daniela Monteiro.

Fonte: O Radical    http://oradical.uol.com.br/kitesurf/historiakitesurf.asp

Foto: Nicolly Andrade

É possível praticar kitesurf em candeias!!

Point de Velejo   Barra de Jangadas

Litoral sul de Recife, na vizinha cidade de Jaboatão dos Guararapes. O acesso é por vias urbanas, no final da praia de Candeias.

Candeias Fica a 30 minutos de Centro de Recife e dez minutos do Aeroporto

http://maps.google.com.br/maps?q=praia+de+candeias+Jaboat%C3%A3o+dos+Guararapes&hl=pt-BR&ie=UTF8&ll=-8.219093,-34.921975&spn=0.024338,0.042272&sll=-8.196814,-34.925252&sspn=0.024339,0.042272&hnear=Praia+de+Candeias&t=m&z=15

Foto:Nicolly Andrade

Algas e sua importância para o meio ambiente

algas

As algas foram as primeiras produtoras de oxigênio no nosso planeta. No presente, elas são as responsáveis pela maior parte da produção nos ecossistemas aquáticos: como produtores primários, elas formam a base da cadeia alimentar desses ecossistemas.

Por Lilian Alves

Algas marinhas são o pulmão do mundo,  produzem mais oxigênio pela fotossíntese do que precisam na respiração, e liberam o excesso para o ambiente. A Amazônia libera muito menos oxigênio para a atmosfera em termos mundiais, pois a maior parte do gás produzido é consumido na própria floresta.

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Algas marinhas e seus benefícios para saúde

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A flora e a fauna marinhas possuem um grande potencial farmacológico e cosmético. As algas concentram todos os benefícios do mar e são ricas em proteínas, vitaminas e minerais indispensáveis à epiderme. Algumas têm propriedades calmantes, suavizantes, cicatrizantes e antioxidantes. Quando em contato com a pele, reforçam a sua camada hidrolipídica e mantêm a hidratação. Ingeridas, reduzem os níveis de colesterol no sangue e ajudam a prevenir a hipertensão. Diversas variedades de algas contêm mesmo anticoagulantes sanguíneos similares à heparina, o anticoagulante natural do sangue.

 

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Sal como esfoliante

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Já reparou que quando não nos secamos depois de banhos de mar, se forma sobre a pele uma camada de sal?  Verdadeiro concentrado de minerais purificantes e remineralizantes, mais grossos ou mais finos, os grãos de sal estimulam a epiderme, dinamizam a micro circulação e favorecem o rejuvenescimento celular. Inspirados nos tratamentos de spa, os cosméticos com sal marinho ajudam a eliminar as células mortas que se formam sobre a pele.

 

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Efeito desintoxicante dos minerais

revitalizante

 

Remineralizante, revitalizante, anti-infecciosa, anti-stresse e analgésica, a água do mar é um remédio milagroso que ajuda a prevenir e a tratar diversas patologias. Fonte infinita de ferro, magnésio, sódio, cálcio, zinco, cobre, entre outros, ajuda a combater carências, estimula as defesas do organismo, bem como a micro circulação cutânea e a tonicidade da epiderme. Destaque para o iodo, presente em muitos produtos cosméticos drenantes, que tem um papel importante no metabolismo das gorduras com as suas propriedades desintoxicantes e emagrecedoras.

 

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