Prefeitura limita espaço de visita para preservar corais em Porto

A visitação desordenada das piscinas naturais ameaça um dos principais pontos turísticos do país

Da Redação do pe360graus.com

Reprodução / TV Globo

Foto: Reprodução / TV Globo

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Uma viagem a Porto de Galinhas, no litoral sul do Estado, reserva surpresas. Os corais que formam os recifes também são responsáveis pelas piscinas naturais, um dos principais cartões postais do balneário. São belezas que atraem turistas do mundo inteiro.



Mas este paraíso se vê ameaçado, como denunciou biólogos da Universidade Federal Rural de Pernambuco na reportagem da Globo Nordeste exibida há exatamente um mês. A visitação desordenada coloca em risco um patrimônio da natureza. Muitos turistas chegam em jangadas, outros preferem ir caminhando, em fila. A estrutura dos recifes não suporta tanta gente e o encantamento acaba em destruição.

Na semana passada, o programa Nordeste Viver e Preservar revelou que quem vive de mostrar essas belezas está preocupado com a falta de atenção ao meio ambiente. Nesta sexta-feira, a equipe de reportagem da Globo Nordeste voltou ao local para conferir se as promessas feitas pela Prefeitura de Ipojuca para preservar o local foram cumpridas.

De acordo com o vice-prefeito Fernando Eduardo Alves, a Prefeitura está fazendo um estudo para avaliar o impacto do turismo em porto de galinhas. Algumas medidas já estão sendo tomadas. Foram instaladas bóias no mar que vão definir quais são as áreas adequadas para embarcações e mergulho. A partir de agora, todos os passeios vão ser acompanhados por agentes ambientais.

“A gente pretende também através de um processo educativo e de conscientização mostrar a capacidade de carga e evitar que ocorra a super lotação”, explicou o vice-prefeito.

A área para visitação vai diminuir. Um esforço para evitar mais destruição e permitir que a natureza se regenere. Antes os turistas podiam caminhar por quase 30% da área de corais. A partir de agora, só uma pequena área de 7% vai ser liberada.

As mudanças não vão proibir a presença dos turistas. Todos vão poder visitar as piscinas naturais. A diferença é que agora os passeios vão ser mais organizados. “Eu pisei fora da linha e levei um puxão de orelha”, explicou o turista Valdinei Novaes.

A medida é um esforço para preservar um dos principais destinos turísticos do Brasil e garantir que daqui ha alguns anos todas estas belezas naturais ainda estejam lá. “O ser humano é assim. Se não impor limites ele não obedece. Acho muito importante porque se não preservar agora, daqui há pouco não tem mais”, disse o turista Carlos Alberto.

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