Algas marinhas aliadas ao combate a AIDS

 

As algas marinhas brasileiras podem ser um aliado ao tratamento e a prevenção da AIDS.

Compostos extraídos de algas podem gerar o primeiro medicamento brasileiro contra Aids

Por Felipe Maior

22 espécies de algas marinhas que nascem nos recifes do litoral brasileiro foram testadas recentemente, entre elas foram encontradas três substâncias que apontam uma próspera atividade que reduz o processo de replicação do vírus HIV. O que nenhum medicamento hoje existente no mercado faz.


As três fases encontradas são:
Transcriptase – Também conhecida como DNA-polimerase ou RNA-dependente. É uma enzima que como o seu nome indica, realiza um processo de transcrição ao padrão celular.

 

Protease – Também conhecida como proteinases, peptidases ou enzimas proteolíticas. São enzimas que quebram ligações peptídicas entre os aminoácidos das proteínas.

 

Morfogênese – É um processo de modelagem dos sistemas biológicos células, tecidos , orgãos, organismos. 

 

Isso significa um avanço na medicina, o Brasil poderá ter, seu primeiro anti-retroviral, juntando-se ao grupo das 17 drogas, todas importadas, que compõem o quadro de tratamento do Ministério Público da Saúde.

 

A declaração foi feita por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), da Fundação Ataulpho de Paiva (FAP) e da Universidade Federal Fluminense (UFF) no mês de agosto do corrente ano.
Nos testes clínicos o in vitro (é uma expressão latina que designa todos os processos biológicos que têm lugar fora dos sistemas vivos, no ambiente controlado e fechado de um laboratório e que são feitos normalmente em recipientes de vidro). com tecidos humanos e in vivo (camundongos) – uma das substâncias,  identificada a partir de uma alga encontrada no atol das Rocas, proporcionar um percentual de eficácia em sua ação anti-retroviral de 98%, mesmo se aplicada em baixas concentrações.

 

Ainda que os três compostos tenham confirmado atividade inibidora da transcriptase (enzima replicativo viral que age na primeira fase do ciclo), essa mesma substância revela-se eficaz na inibição da protease (que age no final do ciclo replicativo) e na morfogênese (fase final, quando há a maturação).

 

O aumento de um anti-retroviral nacional representa uma opção para a dependência estrangeira. O fundo de 2008 previsto pelo Programa Nacional de DST/Aids é de R$ 1,3 bilhão, dos quais R$ 1 bilhão é destinado aos gastos com medicamentos. De acordo com os pesquisadores, a economia poderá ser entre 5% a 10%, o equivalente a R$ 50 ou R$ 100 milhões.

 

Os testes clínicos devem ter início em 2010, na África – continente que tem os maiores índices de HIV no mundo, com duração de quatro anos. Os nomes das algas ainda estão guardados em sigilo. O estudo encontra-se em etapa de estudos. Se desenvolvidos, os medicamentos anti-retrovirais e os microbicidas brasileiros à base de algas marinhas, representa mais uma esperança para 33,2 milhões de pessoas detectadas no mundo hoje com o vírus HIV. No ano de 2007, 2,1milhões morreram infectados.

 

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