Preservação das piscinas naturais

 

 

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Por Bárbara Lacet


A constante poluição das águas do rio, do solo e do ar está causando muitos efeitos nocivos à nossa saúde e ao meio ambiente. Dessa maneira, até mesmo lugares de lazer, como a praia, não escapam da falta de consciência ambiental por parte dos freqüentadores, que depois de um dia de divertimento acabam “esquecendo” o lixo nas areias. O serviço de limpeza urbana oferecido pela prefeitura das cidades acaba não dando conta do volume dos dejetos deixados e o lixo termina sendo levado para o mar sob o vai-e-vem das ondas.

Quando a maré baixa o espetáculo da natureza fica a cargo das piscinas naturais que se formam próximos aos arrecifes de corais. No entanto, é nesse momento que o lixo levado pelas ondas ressurge e divide o espaço junto aos banhistas. A estrutura formada pelos arrecifes impede, momentaneamente, a renovação das águas nas piscinas, o que ocasiona o acúmulo de lixo.

Não faltam desculpas para quem tem por hábito jogar o lixo na areia, dentre os argumentos mais comuns está a falta de lixeiros. E nem mesmo campanhas de conscientização, como o projeto Praia Limpa, promovido pela Prefeitura do Recife e pela Rede Globo Nordeste, conseguem alcançar o público que insiste em ir de encontro às regras de boas maneiras e, sobretudo, de educação.

CURIOSIDADE – Na ilha de Fernando de Noronha-PE as normas são levadas à sério e respeitadas à risca por quem freqüenta as praias sob os cuidados do IBAMA. E na praia de Atalaia o rigor aumenta, onde só é permitido o acesso de 100 pessoas por dia e o tempo de visitação também é controlado. Além disso, os visitantes não podem entrar na praia que, na maré baixa, forma uma grande piscina natural, de aproximadamente 300mts de comprimento, usando qualquer tipo de bronzeador ou protetor solar. Todas essas medidas são para evitar a poluição de suas águas.

RECICLAGEM – Grande parte dos resíduos que passam a compor a paisagem natural das praias podem ser reaproveitados através da reciclagem. Plástico, vidro, papel e metais, quando reciclados se transformam em produtos novos, com um custo bem mais baixo ao consumidor.

A reciclagem do lixo assume um papel fundamental na preservação do meio ambiente. Os benefícios obtidos são enormes para a sociedade, para a economia do país e para a natureza. Embora não seja possível aproveitar todas as embalagens, a tendência é que tal possibilidade se concretize no futuro.

A população precisa pensar mais na vida do planeta e recorrer a alternativas que podem minimizar os feitos da poluição ambiental. A coleta seletiva surge como uma boa opção, além do aumento do número de campanhas educativas que despertem na sociedade a importância da preservação. Assim, as pessoas devem compreender que o descaso de hoje será sentido pelas gerações futuras se não forem tomadas providências o quanto antes.

Decomposição do lixo:

-Papel: 3 a 6 meses
-Jornal: 6 meses
-Palito de madeira: 6 meses
-Toco de cigarro: 20 meses
-Nylon: mais de 30 anos
-Chicletes: 5 anos
-Pedaços de pano: 6 meses a 1 ano
-Fralda descartável: 450 anos
-Lata e copos de plástico: 50 anos
-Lata de aço: 10 anos
-Tampas de garrafa: 150 anos
-Preservativo: 300 anos;
-Isopor: 8 anos
-Plástico: 100 anos
-Garrafa plástica: 400 anos
-Pneus: 600 anos
-Vidro: 4.000 anos

Fonte: www.compam.com.br

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